4 de jul. de 2008

Até lá!!

Gente, é isso aí. Depois de um aninho aqui no blogspot, o bloguinho se mudou pra . Continua tudo igual, só muda o endereço.

Corre agora lá no www.clicrbs.com.br/infernoeinverno

Coisa pheeeeena que só!!!

Beijos,

3 de jul. de 2008

Feliz aniversário!!!

Hoje este bloguinho tá fazendo um ano de vida, mas a festinha vai ser em outro lugar!!!

Aguardem as novidades!

1 de jul. de 2008

Enquanto isso, em SP

Viagem de bate e volta a SP para resolver a questão do visto americano. Passagens aéreas, reserva em hotel, taxis e 4 horas de fila para uma entrevista de 15 segundos, que foi mais ou menos assim:

- O que vai fazer nos Estados Unidos? (com sotaque)
- Vou viajar de férias e ao casamento de uma amiga.
- Ok, vou conceder teu visto. Favor passar no Sedex.

* * *

Tá, não tenho do que reclamar. Mas pô, tinha organizado tudo tão direitinho...

* * *

E por falar em Sedex, ó isso aqui.

* * *

É impressão minha ou aeroportos concentram a maior quantidade de pessoas bizarras por metro quadrado??

* * *

Uma dica para os rapazes: nunca deixem o segundo botão da camisa aberto, aquele logo abaixo do botão da gola. Não é todo mundo que quer ver peitos cabeludos em situações corriqueiras e triviais.

* * *

Outra dica: não tentem embarcar com um conjunto de chaves de fenda.

* * *

Fim de carreira é levar cantada do operador de raio-x de Congonhas.

* * *

São Paulo sempre pode te surpreender. Pois ao chegar no hotel, percebi que tinha esquecido a escova de dente (eu sempre esqueço alguma coisa idiota quando eu viajo). E não é que todas as farmácias e drogarias das redondezas estavam fechadas no domingo à tarde? Tipo cidade do interior, sabe? Tive que caminhar uns 15 minutos até ao Carrefour para comprar a bendita. Vai entender...

27 de jun. de 2008

Muitas coisas na cabeça

Até que a busca pelo lar-doce-lar, o planejamento da próxima viagem de férias e outras coisinhas e coisonas do dia-a-dia ainda não me tiram foco e concentração, exceto por um pequeno detalhe: eu tenho esquecido seguidamente de tomar meu synthroid pela manhã. Portanto, se em breve eu simplesmente não acordar, vocês saberão que é porque este corpinho (quase) bem cuidado aqui sucumbiu à falta de T4 e cia. Ah, não deixem minha mãe ou meu endocrinologista lerem este post.

* * *

Além de viciada em taxi, a pessoa aqui também é viciada em ar-condicionado quente. Enquanto está em casa, o bichinho está ligado a todo vapor. A CEEE agradece a preferência.

* * *

Ontem foi aniversário da irmã-afilhada mais querida do mundo, e eu só queria estar hoje no Rio aproveitar a festa junina cuidadosamente preparada pela mamãe e saborear quitutes deliciosos ao lado de pessoas muito amadas. Nestas horas é que a saudade bate mais forte que tudo.

23 de jun. de 2008

Raí e o sonho da casa própria

Diálogo com minha querida amika Cris, que se casou há pouco tempo e também está em busca da casa própria.

Cris - Amika, não desanima não! Eu cheguei à conclusão que as pessoas que conheço que têm apê logo quando casam é porque são ricas! E como nós não somos, a vida é assim mesmo: toda vez que a gente abrir um armário, a geladeira, vai aparecer a cara do Raí lembrando a gente de pagar a parcela.

Eu - Ai, Amika, pobre que é pobre não tem nem direito de sonhar com o Raí pra outras coisas, né?

Cris - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Blade Runner

Daí que a pessoa inspirada por este guarda-chuva aqui resolveu tirar a poeira do DVD e apertar o play para rever Blade Runner pela milésima vez (é que eu tinha o VHS, ok?). Como tenho memória curta, e na última vez que eu vi o filme eu ainda morava no Rio, não me lembrava de alguns detalhes preciosos (aliás, eu sou ótima para rever filmes, porque normalmente eu esqueço quase tudo, principalmente do final. E eu posso rever, rever e rever que ainda assim vou me espantar e dizer "ah, então era isso, ai lembrei". Será que eu tenho Alzheimer???)

Pra começar, eu tinha esquecido a data em que o filme se passa: 2019. Tomei um susto. Gente, 2019 é logo ali, daqui a 11 anos. Vamos piscar e será 2019. Claro que em 1982, ano do filme, 2019 era um futuro longínguo e sombrio. Seria como imaginar hoje como seria 2045. Eu consigo imaginar um 2019 perfeitamente, mas não um 2045.

Daí que é muito engraçado ver como as pessoas imaginam um futuro distante. Em 2019, moraríamos em colônias fora da terra, conviveríamos com replicantes, andaríamos em carrinhos flutuantes e choveria sem parar (se bem que isso pode ser verdade). E tem uma hora que o personagem do Harrison Ford faz uma ligação para a Sean Young numa espécie de telefone público com vídeo (nuooossa, que muderno! COM VÍDEO), algo que parece com aqueles porteiros-eletrônicos mais chiques de hoje. Isso que me faz concluir que mobilidade não existiria. Celular, nem pensar. I-phones então... E é muito engraçado ver os monitores como TVs bolha, e não LCD ou Plasma, como conhecemos hoje. Morri de rir.
Mas de modo geral, até que a estética do filme é pouco datada, exceto pelas ombreiras e sobrancelhas megaplus da Sean Young, e de uma calça semi-bag na cintura UÓÓÓÓÓ que o Rutger Hauer usa lá pro final do filme.

Enfim, foi bem divertido rever o filme depois de tanto tempo. E o guarda-chuva lá do início, certo que eu vou comprar, hehe.

22 de jun. de 2008

Lar doce lar

Então a pessoa colocou o carro na frente dos bois, e em vez de procurar um apartamento no final de semana, resolveu passar na Tok&Stok para aproveitar a liquidação de até 60% de desconto. Comprou duas coisas que estavam pendentes desde quando saiu da casa da mãe, há muitos e muitos anos atrás: uma bela cadeira de rodinhas para o computador (é lindona mesmo, e estava muito barata) e um par de abajours para o quarto.

A decoração já está começando - e eu adooooro essa parte!!

20 de jun. de 2008

Mais apê

Anotação mental (com preconceito): fugir dos apartamentos em condomínios chamados "Vivenda qualquer coisa" ou "Village qualquer coisa".

19 de jun. de 2008

A saga do apê - parte 1

A pessoa aqui, depois de pensar, pensar, fazer contas e pensar mais um pouco, concluiu que era hora de um upgrade. Decidiu que chegou a hora de passar de fase, subir um nível e mudar de inquilina para proprietária de um lar doce lar.

Mas se você acha que se tornar proprietária é só olhar um prospecto bacana e fazer o cheque está redondamente enganado. Tem que procurar muito, negociar muito e visitar muita coisa ruim para finalmente olhar o imóvel dos sonhos, descobrir que ele custa muito mais que você pode pagar e cogitar fazer um mega empréstimo de 20 anos na Caixa Econômica, porque sonho é sonho, não é mesmo?

Então já que vai ser uma coisa estressante, que eu possa pelo menos dividir meu estresse com vocês.

* * *

Para início de conversa, até hoje, em toda a minha vida eu só tinha visitado "apartamentos decorados". Aqueles em obra, com entrega para daqui a três anos, com 70m2 mas cheio de espelhos, que é para parecer lindo e gigante. Depois você descobre que a mesa com seis cadeiras e o sofá que você tem em casa não cabe na sala, claro, porque não dá pra por metade do sofá na sala e a outra metade dentro do espelho. Seria uma coisa meio, assim, Lewis Carroll, né?

Este pequeno intróito é só para dizer que visitei apartamentos habitados hoje. E visitar apartamentos habitados é a maior diversão. Você entra na intimidade da pessoa, sabe que ela usa shampoo Dove, desodorante Rexona e creme anti-celulite da Nívea (goodbye!). Não tem como não reparar!

Eu perdi o foco porque fiquei olhando as fotos da família e o diploma de engenheiro pendurado na parede (meu deos, quem pendura diploma na parede???). Nessas horas, o carpete sujo torna-se uma coisa totalmente irrelevante...

* * *

Hoje foram dois apartamentos. Vou descrever um por um, e espero que não tenha que fazer isto muitas vezes, porque eu desejo que meu apartamento dos sonhos apareça logo (e eu me afunde em parcelas na Caixa Econômica por toda a eternidade).

* * *

Apê 1

Localização: razoável
Tamanho: ótimo
Distribuição: razoável. A sala é pequena em relação ao resto do apê.
Orientação solar: ruim
Banheiros: bons
Vista: boa nos quartos, ruim na sala.

Diversão: assim que entrei, o impacto: uma coluna grega feita de gesso, que adornava um bar (bar é uma coisa tão anos 80) feito de granito e vidro. O resto do apê era todo em pátina. Resumindo, uma mistura de motel barato com provence. Dá pra ter foco assim?

Conclusão: a coluna de gesso cairia na primeira marretada, que eu faria questão de dar, e o carpete seria arrancado. Humm, isso não é nada bom.


Apê 2

Localização: razoável
Tamanho: bom
Distribuição: razoável. O quarto da suíte é muito pequeno e eu duvido que a minha cama caiba lá. Mas a sala é ótima!
Orientação solar: mais ou menos
Banheiros: bons
Vista: razoável

Diversão: até que esse era bonitinho e bem decorado, a não ser o piso da sala em mogno. Gente, mogno? O apê é de 2001, então pra quê o mogno mais vermelho do mundo? As pessoas estão levando muito a sério essa coisa de década de 80!

Conclusão: teria que chamar uma empresa especializada para clarear aquele piso. Talvez seja mais barato que trocar tudo, né? Acho que eu passo...

* * *

No final de semana teremos mais diversão. Aguardem!

18 de jun. de 2008

Pelo direito de sentir frio

Sabe qual é o problema de ser uma carioca (aliás, carioca não, niteroiense) morando em Porto Alegre? É que eu nunca sei quando tá frio mesmo ou quando é frescura minha.

- - -

O povo gaúcho vivie reclamando do frio, mas quando eu abro a boca vem logo alguém pra me sacanear. Então eu vou avisar que eu tenho direito de sentir frio, tá? E vou continuar sentindo o mesmo frio que os gaúchos fingem que não sentem! Ah, e quero ver todo mundo de camisetinha, chinelo e bermuda na rua agora pra me mostrar que frio é só coisa da minha imaginação.

17 de jun. de 2008

Coisas da vida em sociedade

Depois do surto dos últimos quinze dias, deixei o taxi de lado em prol da economia financeira. Mas dois dias de T5 são o suficiente para eu pensar não só em voltar a andar de taxi, como em considerar a hipótese de comprar um carro.

Hoje, por exemplo, uma vovó quase arrancou meu couro cabeludo no T5. Sério. Por algum motivo, a véia se apoiou em algum lugar e levou meu cabelo embora. Mas puxou mesmo, como diz o povo daqui, às ganhas (ou à vera, no carioquês). E não foi uma mechinha, não. Foi praticamente a peruca toda.

Mas nesse mundo pós-moderno onde ainda me resta um tiquinho de piedade com o selumano, o que eu poderia fazer com uma vovó? Nada, né? Só andar de taxi ou comprar um carro mesmo.

12 de jun. de 2008

Da série: sou feia mas tô na moda

(tá, esse post é pra quem me conhece pessoalmente e me viu nas últimas duas semanas)


Tanto tempo news

Não to querendo justificar minha ausência. Foi só mais um projeto entregue. E foi complicado e cansativo. Mas tudo bem, já tá passando, e agora só fica uma sensação de vazio. Estranho como a gente se apega ao bichinho.

* * *

Acho que eu devia estar bêbada quando eu escrevi os dois últimos posts. Não me lembro, juro. Ô, cansaço!

* * *

O inverno tá aí com força total. Como diz o povo daqui, é um frio de renguear cusco. O problema é que eu só consigo falar cuxxxxco.

* * *

E só pra constar, nessas últimas duas semanas eu fui e voltei de taxi pro trabalho quase todos os dias. É pra apanhar de pau!

2 de jun. de 2008

Why?

É muito, muito, MUITO difícil entender porque esse pessoal da infrazero, aquela empresa que constrói shopping centers pelo nosso Brasilzão, escolhe a época do ano mais nebulosa pra trocar um aparelho fundamental para pousos de aeronaves.

Na semana passada, o marido deveria ter chegado em POA na quinta à noite após um evento em SP. Só chegou sábado. À noite.

Hoje o aeroporto está fechado para pousos novamente. E, sinceramente, não me espantarei se o Salgado Filho ficar fechado até dia 15 de junho. Aff...

26 de mai. de 2008

Sobre maquiagem

Eu tenho um sério problema em usar maquiagem para ir ao trabalho: a cara de cara de fim de festa antes do dia terminar. Isso porque eu me coço, passo a mão nos olhos, molho o rosto, ou seja, uma pessoa totalmente sem disciplina para o glamour do dia-a-dia.

Aí que minha mãe me deu um curvex de presente (eu adoro curvex!) e tive que usar hoje de manhã. E passar um rímel também. Agora tô com aquela cara de panda.

Que saco.

16 de mai. de 2008

Enquanto isso, no super

Love comentou aqui que tem gente que não sabe fazer supermercado. Ah, e como tem!!!

Um parêntesis grande: depois que eu conheci o Zaffari, minha vida mudou completamente. Sério. Se (ou quando, sei lá) voltar para o Rio, vou sentir mais falta do Zaffari do que dos amigos que fiz por aqui. Até porque os amigos podem andar de avião, e o Zaffari não. E eu não posso pegar um avião só pra fazer o rancho* em Porto Alegre. E o Zaffari não manda e-mail e nem conversa no MSN. Fecha parêntesis.

Dependendo da proposta do super*, você tem que ir bem preparado. No caso do Zaffari, eu vou relax. Mas num dia de saldos de balanço do Carrefour, tem que se preparar psicologicamente para brigar por uma caixa de leite (sério, eu já passei por isso).

Ainda assim, o marido passou por uma no Zaffari que vale o registro. Estava ele tranquilo e feliz escolhendo um produto na prateleira quando vem um sujeito meio revoltado e bate, de propósito, carrinho com carrinho (o Zaffari tem corredores largos, e o carrinho do marido nem estava no caminho). Só que o sujeito revoltado estava com uma criança, o filho, provavelmente. Com a deliberada colisão, a chupeta da criança caiu no chão. Marido aproveitou a chance e chamou o sujeito. Rá, o cara se assustou, achando que o marido estava chamando pra tirar satisfações. Mas:

- A chupeta da criança caiu no chão.

Precisava ver a cara de sem-graça do sujeito. Ele mal abriu a boca pra agradecer.

A conclusão é que não adianta. Em supermercado grande, pequeno, caro, barato, sempre tem gente. E onde tem gente...



* Uma vez me perguntaram em que super eu fazia o rancho. Óbvio que não entendi a pergunta. A tradução é: em que supermercado você faz a compra do mês.

13 de mai. de 2008

Caso de internação

A pessoa aqui sonhou a noite toda que comprava Ray-Bans Wayfarer de tudo quanto é cor e sentia uma felicidade enorme e profunda.

Acho que dormi bem.

7 de mai. de 2008

VTA

VTA significa viciados em taxi anônimos. Muito prazer, meu nome é Robs e estou há 10 dias sem ir de taxi para o trabalho.

Hoje eu quase tive uma recaída. Saí de casa desanimada com o T5 e subi a rua até o ponto mais próximo. Por sorte, não havia nenhum taxi lá. Se houvesse, teria cedido à tentação. Isso porque eu tinha 10 reais exatos na carteira.

Quando eu só tenho 10 reais, não posso telefonar para a central. Tenho que subir a rua e pegar o taxi no ponto. Assim economizo a volta na quadra, que sempre faz o percurso chegar a 11, 12 reais. Também não posso ir até o outro ponto, um pouquinho mais distante, que a corrida também fica um pouquinho mais cara.

* * *

Sempre quando eu desisto de pegar um taxi para ir de T5, me arrependo amargamente. Depois passa, principalmente quando eu me dou conta que faz tempo que não passo no caixa eletrônico.

É que sempre acontece de eu ver o ônibus passar quando estou há uns 100 metros da parada, na rua perpendicular. Nem dá pra correr, fazer festinha no meio da rua e me jogar. Não importa a hora que eu saia de casa, sempre tenho que sair dois minutos antes.

Este ônibus que passa antes de eu chegar está sempre vazio. Lógico. Mas eu desconfio que ele está adiantado, porque o próximo (o que eu pego, não importa o horário) está sempre LOTADO. Aí eu pensei, se um passa muito vazio e o outro, meia hora depois, passa superlotado, sinal que o que passou meia hora antes deveria ter passado 15 minutos antes. E eu não esperaria 28 minutos, e sim 13. Entenderam a matemática?

* * *

Tem também a questão das pessoas que pegam ônibus diaramente, mas até hoje não aprenderam a andar de ônibus (aqui faço uma pausa e concluo: ainda bem que essas pessoas não estão dirigindo!)

Porque tem pessoas se acumulam na porta de saída, mesmo quando não vão descer nas próximas 5 paradas.

Ou tem pessoas que se aglomeram após a roleta, mesmo tendo assentos livres no fundo do ônibus.

E quando você está de pé, tem as pessoas que ficam alinhadamente atrás de você, em vez de ficarem mais pro lado. Elas se estabelecem ali, criam raízes e nunca mais se deslocam. Você que se mude!

E quando você está sentada na janela e quer sair, tem as pessoas sentadas no corredor que só viram discretamente os joelhos, um âgulo de 30º pra ser mais exata, e você tem que fazer uma ginástica absurda para conseguir sair sem pisar no pé ou dar uma bolsada na cabeça do selumano.

E tem os desesperados, os que acham que não vão conseguir descer na próxima parada, a mesma que você e a metade dos passageiros vão descer, e ficam cutucando e perguntando: você vai descer na próxima? E mesmo com a resposta afirmativa, ainda querem se espremer na sua frente num espaço que inexiste.

* * *

Enfim, eu tô tentando, tô tentando, mesmo quando eu comparo os 10 minutos de táxi com o incrível recorde de 53 minutos de ônibus.

Eu tô tentando.

5 de mai. de 2008

Problema da cabeça

cabelo oleoso + cabelo grande e cheio + ódio por secador = vontade de tosar completamente

vontade de tosar completamente + frio, muito frio nas orelhas = continuo escrava do secador

* * *

Tá. Eu sempre tratei meu cabelo mal. Fazia besteira atrás de besteira. Pintava de tudo quanto é cor. Vermelho, preto, rosa, luzes. Passei máquina. Fiz uma escova progressiva. Acho que a única coisa que eu não fiz foi permanente.

Agora, que ele tá quase natural, exceto pelas pontas que ainda carregam um alisamento, uma camada de luzes, outra de tonalizante avermelhado e, por fim, tintura castanho-escuro (que serviu pra esconder todas as besteiras anteriores), ele anda tendo um comportamento muito estranho: muito oleoso, rebelde e sem brilho. Coisa que ele nunca foi, mesmo quando poderia intoxicar qualquer um pela quantidade enorme de química que emanava da minha cabeça.

Sabe o que é isso? Sabe? Cinco letras:

I-D-A-D-E

* * *

Adouro aquelas propagandas de produtos capilares que dizem que o cabelo fica 48% mais lisos, 67% mais macios e 57% mais brilhantes. Fico imaginando o que esse povo faz pra chegar a essa conclusão.

* * *

Aliás, quando eles dizem que os cabelos ficam 48% mais lisos o que isso significa?
- Que 48% dos fios ficam lisos e 52% ficam encaracolados?
- Que eles ficam meio ondulados, já que não ficam 100% lisos?
- Que 48% das usuárias dos produtos ficam com cabelos mais lisos e 52% não notam efeito algum?
Hein? Hein?

29 de abr. de 2008

A gata de botas

Eu tenho uma certa implicância com botas aparentes. Sei lá, sempre acho uma coisa over demais. Quando uso, normalmente é por baixo da calça jeans num dia de chuva. A bota mesmo, ou o cano, nunca aparece. Nunca consegui usar botões com naturalidade, sem achar que estou saindo pra dançar numa jaula.

São dois fatores bem específicos que me fazem não gostar de botas em mim. O primeiro: eu tenho pernas grossas demais, logo botas não me favorecem. Parece que tenho duas mandiocas gigantes abaixo do quadril. O segundo: Rio de Janeiro. Não dá pra usar, mesmo nos dois dias de frio do ano. Imaginem a combinação: shortinho e botas? sainha e botas? Qualquer pessoa que use botas no Rio está mais pra chacrete ou paquita do que pra qualquer outra coisa.

Só que agora eu tô no Sul. Aqui as pessoas usam botas no inverno. E eu não sei até onde vai meu preconceito e onde começa a falta de noção das pessoas. Por isso, vou fazer minha listinha de itens e dúvidas. Um dia, quem sabe, elas serão esclarecidas e eu rosetarei por aí com um belo par de botas leeedas de morrer. Vamos lá:
  • Botas brancas - cafonice real ou preconceito meu?
  • Botas longas com cadarcinho na frente - coisa de gatosa (gata idosa) ou realmente staile?
  • Botas estilo militar, pesadas, com cadarço na frente, pode ter tachas ou não - só em show de heavy metal ou tendência?
  • Botas com solão spice girls - até onde o conforto vale a pena?
  • Botas estilo cowboy - o fato das tops e celebrities usarem nos dá credenciais para usar também?
  • Botas com pelinhos na parte de cima do cano - aqui pode ou só no Alasca?
  • Botas tipo 7 léguas - é só pro jardineiro ou também é fashion?
  • Botas de verniz - posso mantê-la por mais de um inverno ou vai pro lixo no ano que vem?
  • Botas acima do joelho - ???